27.9.02

Uma poesia antiiga, beeem antigaaaa..

Sonhos

Gestos, jeitos, palavras, olhares,
Que não são para mim.
Monstro comedor de sorrisos
e malícia, devore toda vontade
contida neste ser tão ignóbil
quanto sua certeza.

Amorteça meus sentidos.

Esvazie minha cabeça.

Faça com que se suavize
toda a minha alma e faça com que
minha razão compreenda que só
o desejo, e só ele, traz a desilusão.

Pensamentos, palavras, suspiros...

Mata minha alma, come meu corpo,
Absorve todo o meu ser, ó
Monstro, faça com que eu me sinta...
...querida, por quem almejo
(quase que impossível).

Sem consequências,
sem medos.

Só em sonhos
o meu subconsciente me realiza,
me destrói, me afoga e me
acalma, enfim, tenta me
acordar de um sonho impossível.

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